Linhas paralelas: novos Museus e Centros de Arte Contemporânea em Espanha e Portugal.
Este colóquio apresenta uma série de novas iniciativas museológicas espanholas e portuguesas que se desenvolveram de forma quase paralela. Originadas recentemente a partir do setor privado, as espanholas Centro de Arte Hortensia Herrero (Valência) e Museo Collegium (Ávila) precederam por muito pouco as portuguesas MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins (Lisboa) e MUZEU – Pensamento e Arte Contemporânea dst (Braga). Trata-se de intervenções que renovam os formatos museológicos fixados pelas instituições públicas nos anos 80 e 90 do século passado, enriquecendo as propostas com formatos mistos, porosos e adaptativos. Recuperar edifícios históricos ou criar infraestruturas em territórios periféricos foram alguns dos objetivos iniciais destes museus e centros de arte que surgiram a partir de coleções privadas magníficas, criando programações muito dinâmicas e contemplando a exposição, a produção e a experimentação artística.