Mercedes Ruiz Cia. “Tauromagia”

Mercedes Ruiz é a máxima referência da sua geração no que diz respeito à evolução dentro do classicismo da dança flamenca.

A primeira etapa da sua trajetória artística decorreu nas companhias de Eva Yerbabuena, Manuel Morao e Antonio El Pipa como dançarina solista, realizando tournês por Estados Unidos, Europa e Japão.

Em 2001 recebe o prestigiado Prémio Antonio Gades do Concurso Nacional de Córdoba e em 2002 recebe o Giraldillo da Bienal de Sevilha, o que a impulsionou a criar a sua própria companhia em 2003.

Estreia os seus primeiros espetáculos Dibujos en el aire e Gestos de una mujer no Festival de Jerez e na Biennale de Lyon, deixando claro o seu estilo, que aposta numa tradição moderna. Uma linha que continua com Juncá, lançado na Bienal de Sevilha  e com o qual recebe o Prémio da Crítica ao Melhor Espetáculo do Festival de Jerez 2007.

A projecção internacional de Mercedes Ruiz é absoluta e, com o seu quarto espetáculo Mi último Secreto, lançado no Festival Montpellier Danse, recebe o Prémio Internacional Movimentos de Wolzburg, Alemanha 2009. O palco para a estreia do seu espetáculo seguinte Perspectivas, foi o Festival de Jerez, onde volta a receber o Prémio da Crítica do Melhor Espetáculo 2011.

Em 2012 como reconhecimento do seu trabalho recebe o Prémio da Crítica Flameno Hoy da Melhor Bailarina. Em 2015 nasce Ella resultado de uma reflexão vital e artística, espetáculo que lançou no Festival de Jerez e pelo qual recebeu o Prémio do Público do Melhor Espetáculo. Ao mesmo tempo, assume o desafio de coreografar para o Ballet Nacional de Espanha o espetáculo Zaguán. Nesse mesmo ano recebe o Prémio de Melhor Bailarina dos Prémios Nacionais Flamenco Hoy.

Em Tauromagia é responsável pela coreografia desta obra de Manolo Sanlúcar, onde aparecem os nove temas que formam parte do álbum do guitarrista, e 3 temas que são sonetos de Miguel Hernández (poeta favorito do guitarrista). A obra interpretada por Mercedes Ruiz em conjunto com a bailarina de dança espanhola Ana Agraz, investiga a relação entre o mundo do touro e a dança, que se coloca como uma luta entre duas energias que são contrarias, mas que se complementam.  “Somos toro e toureiro. Tudo tem um sentido, uma lógica. Nada é gratuito”, afirma Mercedes Ruiz. Os grandes temas presentes no álbum também aparecem no palco; a vida, os sonhos, as realidades, o triunfo, o fracasso, a dor, a morte e o medo. A direção musical é dirigida por Santiago Lara, distinguido este ano com o Giraldillo pelo Toque da Bienal de Sevilha.

4 de outubro de 2019 | Praça  Toiros Palha Branco (Vila Franca de Xira)

 

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